<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><SDOCTA xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" STATUS="DEF1" xsi:noNamespaceSchemaLocation="TA.xsd"><IDENT><STRING BOLD="on">P10_TA(2025)0036</STRING></IDENT><TI><STRING BOLD="on">Democracia e direitos humanos na Tailândia, em especial a lei sobre o crime de lesa-majestade e a deportação de refugiados uigures</STRING></TI><HIDDEN><STRING HIDDEN="on" ITALIC="on">(B10-0174, 0191, 0192, 0193 e 0194/2025)</STRING></HIDDEN><TXTLST><RESOL><TI><STRING BOLD="on">Resolução do Parlamento Europeu, de 13 de março de 2025, sobre democracia e direitos humanos na Tailândia, em especial a lei sobre o crime de lesa‑majestade e a deportação de refugiados uigures (2025/2594(RSP))</STRING></TI><TEXT><PREAMBLE><PRINIT><STRING ITALIC="on">O Parlamento Europeu,</STRING></PRINIT><GRVISA><VISA><P><NO.P>–</NO.P>Tendo em conta o artigo 150.º, n.º 5, e o artigo 136.º, n.º 4, do seu Regimento,</P></VISA></GRVISA><GRCONS><CONS><P><NO.P>A.</NO.P>Considerando que, em 27 de fevereiro de 2025, as autoridades tailandesas violaram o direito internacional ao deportarem, pelo menos, 40 refugiados uigures para a China, onde correm o risco de serem submetidos a detenções arbitrárias, tortura e violações graves dos direitos humanos; considerando que outros países seguros se tinham oferecido para reinstalar os refugiados uigures;</P></CONS><CONS><P><NO.P>B.</NO.P>Considerando que, antes de serem deportadas, estas pessoas estavam detidas em centros de imigração tailandeses há mais de uma década, onde pelo menos cinco uigures, entre eles menores, terão morrido devido às condições desumanas;</P></CONS><CONS><P><NO.P>C.</NO.P>Considerando que as disposições da lei de lesa‑majestade da Tailândia, previstas no artigo 112.º do Código Penal do país, estão entre as mais rigorosa do mundo e são contrárias às obrigações da Tailândia decorrentes do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos;</P></CONS><CONS><P><NO.P>D.</NO.P>Considerando que, desde 2020, mais de 1 960 ativistas pró‑democracia, defensores dos direitos humanos e jornalistas, incluindo mais de 280 menores, foram acusados ou condenados pelas suas opiniões ao abrigo de leis repressivas que reprimem a liberdade de expressão, como a lei de lesa‑majestade, a lei da sedição, a lei sobre a reunião pública e a lei dos crimes informáticos; considerando que ativistas preeminentes, entre eles Arnon Nampa, Mongkhon Thirakhot e Anchan Preelert, foram condenados a penas de prisão desproporcionadamente longas por criticarem a monarquia de forma pacífica, e que alguns deles enfrentam penas de prisão até 50 anos;</P></CONS><CONS><P><NO.P>E.</NO.P>Considerando que o Tribunal Constitucional dissolveu o maior partido, e 44 dos seus deputados foram condenados por terem proposto alterações à lei de lesa‑majestade, podendo vir a ser banidos da vida política para sempre; considerando que vários deputados, incluindo Piyarat Chongthep, Rakchanok Srinok e Chonthicha Jangrew enfrentam ações penais pelas suas atividades e declarações políticas;</P></CONS></GRCONS></PREAMBLE><DISPOSITIF><ACTLST><ACTION><P><NO.P>1.</NO.P>Condena a deportação de refugiados uigures para a China; pede às autoridades tailandesas que suspendam todos os regressos forçados de refugiados, requerentes de asilo e dissidentes políticos para países onde as suas vidas correm perigo;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>2.</NO.P>Insta o Governo tailandês a conceder ao ACNUR acesso sem restrições a todos os requerentes de asilo uigures que se encontram detidos e a fornecer informações transparentes sobre a sua situação;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>3.</NO.P>Apela à China para que respeite os direitos fundamentais dos uigures deportados, garanta a transparência relativamente ao seu paradeiro, permita ao ACNUR ter acesso a estas pessoas e liberte aqueles que se encontram detidos;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>4.</NO.P>Solicita à Tailândia que ratifique a Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados de 1951 e o protocolo de 1967, e ponha em prática um sistema de asilo transparente, justo e humano;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>5.</NO.P>Sublinha que a Tailândia é um importante parceiro da UE; encoraja a Tailândia a reforçar as suas instituições de acordo com os princípios democráticos e as normas internacionais em matéria de direitos humanos; apela ao governo para que altere ou revogue o artigo 112.º, bem como outras leis repressivas, a fim de garantir o direito à liberdade de expressão, de reunião pacífica e de participação política;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>6.</NO.P>Exige que seja concedida uma amnistia a todos os deputados e ativistas julgados ou presos por força das disposições da lei de lesa‑majestade e de outras leis repressivas;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>7.</NO.P>Exorta a Comissão a aproveitar as negociações do ACL para coagir a Tailândia a reformar as leis repressivas, sobretudo a lei de lesa‑majestade, a libertar os presos políticos, a suspender as deportações de refugiados uigures e a ratificar todas as convenções fundamentais da OIT; insta os Estados‑Membros a suspenderem os tratados de extradição com a RPC;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>8.</NO.P>Encarrega a sua Presidente de transmitir a presente resolução ao Conselho, à Comissão e às autoridades tailandesas e chinesas.</P></ACTION></ACTLST></DISPOSITIF></TEXT></RESOL></TXTLST></SDOCTA>