<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><SDOCTA xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" STATUS="DEF1" xsi:noNamespaceSchemaLocation="TA.xsd"><IDENT><STRING BOLD="on">P10_TA(2025)0063</STRING></IDENT><TI><STRING BOLD="on">Risco iminente de mais repressão por parte do regime de Lukashenko na Bielorrússia: ameaças da comissão de inquérito</STRING></TI><HIDDEN><STRING HIDDEN="on" ITALIC="on">(B10-0219, 0221, 0223, 0227 e 0229/2025)</STRING></HIDDEN><TXTLST><RESOL><TI><STRING BOLD="on">Resolução do Parlamento Europeu, de 3 de abril de 2025, sobre o risco iminente de mais repressão por parte do regime de Lukashenko na Bielorrússia: ameaças da comissão de inquérito (2025/2629(RSP))</STRING></TI><TEXT><PREAMBLE><PRINIT><STRING ITALIC="on">O Parlamento Europeu,</STRING></PRINIT><GRVISA><VISA><P><NO.P>–</NO.P>Tendo em conta as suas resoluções anteriores sobre a Bielorrússia,</P></VISA><VISA><P><NO.P>–</NO.P>Tendo em conta o artigo 150.º, n.º 5, e o artigo 136.º, n.º 4, do seu Regimento,</P></VISA></GRVISA><GRCONS><CONS><P><NO.P>A.</NO.P>Considerando que o regime de Lukashenko tem vindo a intensificar a repressão interna e transnacional no sentido de desmantelar as estruturas que representam as forças democráticas da Bielorrússia;</P></CONS><CONS><P><NO.P>B.</NO.P>Considerando que os peritos das Nações Unidas confirmaram recentemente casos de prisão e detenção arbitrárias, acompanhadas de tortura ou maus tratos, e denunciaram inclusive provas de crimes contra a humanidade; considerando que mais de 1 200 presos políticos, entre os quais Viktoryia Kulsha, Volha Mayorava, Alena Hnauk e Andrzej Poczobut, continuam encarcerados;</P></CONS><CONS><P><NO.P>C.</NO.P>Considerando que a comissão de inquérito bielorrussa deu início a «processos especiais» contra centenas de bielorrussos que participaram em manifestações em diversas cidades europeias ou foram candidatos nas eleições para o Conselho de Coordenação; considerando que as famílias da diáspora bielorrussa foram ameaçadas de prisão e confisco de bens caso participassem nos protestos por ocasião do Dia da Liberdade;</P></CONS><CONS><P><NO.P>D.</NO.P>Considerando que o regime de Lukashenko se está a aproveitar da caducidade de muitos passaportes bielorrussos para forçar a diáspora a regressar à Bielorrússia;</P></CONS><CONS><P><NO.P>E.</NO.P>Considerando que a cooperação acentuada do regime bielorrusso com os serviços de segurança russos aumenta o risco de ameaças híbridas, vigilância e repressão coordenadas no território da UE;</P></CONS><CONS><P><NO.P>F.</NO.P>Considerando que os meios de comunicação social do Estado bielorrusso dominam o panorama informativo;</P></CONS></GRCONS></PREAMBLE><DISPOSITIF><ACTLST><ACTION><P><NO.P>1.</NO.P>Exige que o regime de Lukashenko ponha imediatamente termo às suas ações repressivas, designadamente a vigilância de exilados e manifestantes, e que liberte e reabilite todos os presos políticos;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>2.</NO.P>Condena com veemência a contínua expansão da repressão exercida pelo regime de Lukashenko, que visa agora os bielorrussos que se encontram no estrangeiro por meio de processos penais, apreensões de bens e outras medidas destinadas a silenciar a dissidência;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>3.</NO.P>Solicita apoio jurídico e proteção à escala da UE para os bielorrussos exilados mediante a simplificação dos procedimentos de obtenção de vistos, autorizações de residência e documentos de identificação provisórios para as pessoas tornadas apátridas por perseguições extraterritoriais;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>4.</NO.P>Insiste no não reconhecimento de Lukashenko e considera que a perseguição de cidadãos bielorrussos devido a atividades democráticas pacíficas no estrangeiro por via dos «processos especiais» levados a cabo pela comissão de inquérito constitui uma violação direta da soberania territorial dos Estados‑Membros; exorta, pois, os países em causa a ignorarem os mandados de detenção da Interpol para a extradição dos opositores políticos de Lukashenko;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>5.</NO.P>Congratula‑se com as sanções impostas à Direção de Gestão de Propriedades do Presidente e à Comissão Central de Eleições, que emitiram decisões com motivações políticas; exorta a que sejam imediatamente impostas sanções pessoais a todos os membros da comissão de inquérito bielorrussa e a funcionários de outras instituições do Estado cúmplices da perseguição e da intimidação transnacionais de cidadãos bielorrussos;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>6.</NO.P>Defende firmemente a rápida criação e aplicação de um mecanismo jurídico para identificar, congelar e confiscar todos os ativos e património detidos por Lukashenko e pelo seu círculo mais próximo fora da Bielorrússia, com vista à sua reafetação a um fundo de apoio às vítimas da repressão;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>7.</NO.P>Exorta os Estados‑Membros a imporem novas sanções equivalentes às impostas à Rússia, visando, em particular, os funcionários responsáveis pela repressão transnacional;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>8.</NO.P>Exorta a UE e os seus Estados‑Membros a reforçarem o apoio político, financeiro e técnico aos meios de comunicação social independentes, aos defensores dos direitos humanos, aos sindicatos e às iniciativas da sociedade civil que operam na Bielorrússia e além‑fronteiras, notadamente através da observação dos julgamentos e do aumento da visibilidade dos presos políticos;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>9.</NO.P>Insta a VP/AR a recorrer ao INTCEN e ao EDMO para contrariar as operações de recolha de informações e a desinformação bielorrussas;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>10.</NO.P>Exorta o Tribunal Penal Internacional a acelerar os processos relativos a crimes contra a humanidade cometidos pelo regime de Lukashenko e exige que os Estados‑Membros busquem a responsabilização por via de processos nacionais, com base no princípio da jurisdição universal;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>11.</NO.P>Encarrega a sua Presidente de transmitir a presente resolução à VP/AR, ao Conselho, aos representantes das forças democráticas bielorrussas e às autoridades <STRING ITALIC="on">de facto</STRING> da Bielorrússia.</P></ACTION></ACTLST></DISPOSITIF></TEXT></RESOL></TXTLST></SDOCTA>