<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><SDOCTA xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" STATUS="DEF2" xsi:noNamespaceSchemaLocation="TA.xsd"><IDENT><STRING BOLD="on">P10_TA(2025)0160</STRING></IDENT><TI><STRING BOLD="on">O custo humano da guerra da Rússia contra a Ucrânia e a necessidade urgente de pôr termo à agressão russa: a situação dos civis detidos ilegalmente e dos prisioneiros de guerra, e o bombardeamento constante de civis</STRING></TI><HIDDEN><STRING HIDDEN="on" ITALIC="on">(B10-0304, 0305, 0306, 0307 e 0308/2025)</STRING></HIDDEN><TXTLST><RESOL><TI><STRING BOLD="on">Resolução do Parlamento Europeu, de 9 de julho de 2025, sobre o custo humano da guerra da Rússia contra a Ucrânia e a necessidade urgente de pôr termo à agressão russa: a situação dos civis detidos ilegalmente e dos prisioneiros de guerra, e o bombardeamento constante de civis (2025/2710(RSP))</STRING></TI><TEXT><PREAMBLE><PRINIT><STRING ITALIC="on">O Parlamento Europeu,</STRING></PRINIT><GRVISA><VISA><P><NO.P>–</NO.P>Tendo em conta as suas anteriores resoluções sobre a Ucrânia e a Rússia,</P></VISA><VISA><P><NO.P>–</NO.P>Tendo em conta as Convenções da Haia, a Carta das Nações Unidas, as Convenções de Genebra e os respetivos protocolos adicionais, a Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio, a Convenção Europeia dos Direitos Humanos, a Convenção das Nações Unidas contra a Tortura, o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional (TPI) e a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança,</P></VISA><VISA><P><NO.P>–</NO.P>Tendo em conta o Acordo de Associação, assinado em 2014, entre a União Europeia e os seus Estados-Membros, por um lado, e a Ucrânia, por outro<FOOTNOTE><FIELD> JO L 161 de 29.5.2014, p. 3, ELI: http://data.europa.eu/eli/agree_internation/2014/295/oj.</FIELD></FOOTNOTE>, e a zona de comércio livre abrangente e aprofundado entre a União Europeia e a Ucrânia que acompanha esse acordo,</P></VISA><VISA><P><NO.P>–</NO.P>Tendo em conta todas as resoluções pertinentes da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança das Nações Unidas, nomeadamente a Resolução ES-11/7 da Assembleia Geral das Nações Unidas, adotada em 25 de fevereiro de 2025,</P></VISA><VISA><P><NO.P>–</NO.P>Tendo em conta a declaração da Cimeira de Washington da OTAN, de 10 de julho de 2024, e a declaração da Cimeira de Haia, de 25 de junho de 2025,</P></VISA><VISA><P><NO.P>–</NO.P>Tendo em conta o artigo 136.º, n.º 2, do seu Regimento,</P></VISA></GRVISA><GRCONS><CONS><P><NO.P>A.</NO.P>Considerando que a Rússia tem vindo a travar uma guerra de agressão brutal, ilegal, não provocada e injustificada contra a Ucrânia desde 24 de fevereiro de 2022;</P></CONS><CONS><P><NO.P>B.</NO.P>Considerando que a agressão da Rússia contra a Ucrânia não teve início em fevereiro de 2022, mas sim em 2014, com a ocupação e a anexação ilegais da Crimeia e de partes das regiões de Donetsk e Lugansk, que tiveram graves consequências humanitárias, económicas e ecológicas e provocaram instabilidade na região; considerando que a Rússia pode, em qualquer momento, pôr termo à guerra de agressão brutal e injustificada;</P></CONS><CONS><P><NO.P>C.</NO.P>Considerando que, na sua resolução de 2 de março de 2022, a Assembleia Geral das Nações Unidas qualificou de imediato a guerra travada pela Rússia contra a Ucrânia como um ato de agressão, em violação do artigo 2.º, n.º 4, da Carta das Nações Unidas, e que, na sua resolução de 14 de novembro de 2022, reconheceu a necessidade de exigir responsabilidades à Rússia pela sua guerra de agressão, bem como responsabilidade jurídica e financeira pelos seus atos ilícitos a nível internacional, nomeadamente através da reparação dos prejuízos e dos danos causados;</P></CONS><CONS><P><NO.P>D.</NO.P>Considerando que até à data, em 2025, a Rússia lançou mais de 20 000 <STRING ITALIC="on">drones</STRING> contra a Ucrânia, ou seja, cerca de 3 500 por mês, o que representa um aumento de 350 % em relação à média mensal de 2024; considerando que a Rússia matou mais de 1 050 civis e feriu mais 4 300, o que constitui uma prova clara de que visa ativamente civis, incluindo ambulâncias e pessoal de salvamento, por oposição às ações defensivas da Ucrânia; considerando que os recentes ataques contra Kiev e Dnipro foram os segundos ataques com mais vítimas e os ataques mais mortais contra estas cidades desde o início da invasão da Rússia, o que contrasta fortemente com as afirmações da Rússia de que está interessada na paz;</P></CONS><CONS><P><NO.P>E.</NO.P>Considerando que, em reação à guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, a UE adotou 17 pacotes de sanções de um âmbito sem precedentes contra a Rússia e continua a adotar sanções contra a Rússia com vista a comprometer definitivamente a sua capacidade de continuar a travar a sua guerra de agressão ilegal contra a Ucrânia; considerando que a evasão às sanções — nomeadamente através da frota-fantasma da Rússia — e a aplicação incompleta das mesmas continuam a ser grandes facilitadores da guerra de agressão da Rússia; considerando que, apesar destas e de outras sanções, a Rússia continua a travar a sua guerra de agressão contra a Ucrânia;</P></CONS><CONS><P><NO.P>F.</NO.P>Considerando que os Estados Unidos suspenderam novamente o fornecimento de apoio militar essencial à Ucrânia;</P></CONS><CONS><P><NO.P>G.</NO.P>Considerando que a agressão da Rússia contra a Ucrânia provocou a maior deslocação forçada de civis na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com 10 milhões de ucranianos — na sua maioria mulheres e crianças — deslocados, 7 milhões dos quais encontraram refúgio no estrangeiro<FOOTNOTE><FIELD> https://www.peopleinneed.net/the-ukrainian-refugee-crisis-current-situation-9539gp.</FIELD></FOOTNOTE>;</P></CONS><CONS><P><NO.P>H.</NO.P>Considerando que a Rússia está a cometer, de forma contínua e implacável, crimes de guerra hediondos contra civis inocentes; considerando que, de acordo com as autoridades ucranianas, cerca de 16 000 civis ucranianos estarão atualmente detidos na Rússia e nos territórios ucranianos temporariamente ocupados, embora seja provável que o número real seja muito mais elevado; considerando que mais de 70 000 ucranianos — incluindo civis, crianças e pessoal militar — são oficialmente considerados como desaparecidos;</P></CONS><CONS><P><NO.P>I.</NO.P>Considerando que as autoridades russas têm sistematicamente levado a cabo desaparecimentos forçados contra um grande número de civis ucranianos, detendo pessoas sem filiação militar com base em acusações falsas e infundadas, sem que se conheça o seu destino e paradeiro, o que deixa as suas famílias numa situação de incerteza lancinante; considerando que os desaparecimentos forçados operados pela Rússia fazem parte de uma agressão generalizada, sistemática e coordenada contra a população civil da Ucrânia;</P></CONS><CONS><P><NO.P>J.</NO.P>Considerando que, de acordo com o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, pelo menos 29 civis morreram em centros de detenção russos e 170 foram executados em zonas sob controlo russo desde fevereiro de 2022;</P></CONS><CONS><P><NO.P>K.</NO.P>Considerando que, ao longo do processo de desaparecimentos forçados, as autoridades russas se eximiram a informar as famílias do destino ou da localização dos seus entes queridos; considerando que as múltiplas respostas recebidas das diversas autoridades também não forneceram informações úteis;</P></CONS><CONS><P><NO.P>L.</NO.P>Considerando que as autoridades russas têm recorrido sistematicamente à tortura e a outras formas de tratamento desumano e degradante contra inúmeros civis ucranianos detidos ilegalmente; considerando que a Comissão de Inquérito Internacional Independente das Nações Unidas sobre a Ucrânia encontrou provas de que a Rússia utiliza a violação e a violência sexual como meio de tortura contra prisioneiros do sexo masculino e feminino;</P></CONS><CONS><P><NO.P>M.</NO.P>Considerando que a Rússia se recusa a divulgar o número de prisioneiros de guerra ucranianos que tem atualmente em detenção; considerando que as autoridades russas violam de forma flagrante as obrigações que lhes incumbem por força das Convenções de Genebra, de permitir que os representantes internacionais do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) visitem os prisioneiros e transmitam as informações pertinentes ao CICV, às autoridades públicas e às famílias dos prisioneiros de guerra;</P></CONS><CONS><P><NO.P>N.</NO.P>Considerando que os prisioneiros de guerra e prisioneiros civis ucranianos são sujeitos a atos de tortura, nomeadamente a privação de alimentos, espancamentos, diversas formas de coerção, violência física, sexual e psicológica e recusa de assistência médica e de representação legal;</P></CONS><CONS><P><NO.P>O.</NO.P>Considerando que a Ucrânia e os organismos internacionais documentaram centenas de execuções de prisioneiros de guerra ucranianos pelas forças russas desde fevereiro de 2022; considerando que a Procuradoria-Geral da Ucrânia está a investigar a execução de 268 prisioneiros de guerra ucranianos (208 no campo de batalha e 59 na prisão de «Olenivka»); considerando que o aumento do número de execuções e as provas disponíveis indicam que estes crimes não são incidentes isolados, mas fazem parte de uma política sistemática e deliberada, constituindo graves violações do direito internacional e dos direitos humanos, e crimes de guerra ao abrigo das Convenções de Genebra e do Estatuto de Roma;</P></CONS><CONS><P><NO.P>P.</NO.P>Considerando que, desde fevereiro de 2022, a Ucrânia e a Rússia realizaram 65 trocas de prisioneiros, o que resultou na libertação de 5 757 pessoas, nomeadamente três trocas de grande escala em maio de 2025, e que outras 469 pessoas foram libertadas fora dos mecanismos formais de troca de prisioneiros;</P></CONS><CONS><P><NO.P>Q.</NO.P>Considerando que, desde a ocupação e anexação da Crimeia em 2014, a Rússia tem sistematicamente visado os tártaros da Crimeia através de ações penais com motivações políticas, desaparecimentos forçados, intimidação e assédio; considerando que os líderes tártaros da Crimeia, os jornalistas, os ativistas da sociedade civil e as figuras religiosas foram alvo de repressão desproporcionada, nomeadamente sob o pretexto de acusações de combate ao extremismo e ao terrorismo; considerando que estas ações constituem violações do direito internacional em matéria de direitos humanos e do direito internacional humanitário e visam apagar a identidade e a presença do povo tártaro autóctone da Crimeia;</P></CONS><CONS><P><NO.P>R.</NO.P>Considerando que a Rússia, apesar de se arvorar em defensora da fé e dos valores cristãos, tem vindo a cometer violações massivas e sistemáticas dos direitos religiosos nos territórios ucranianos ocupados, nomeadamente a Igreja greco-católica ucraniana foi totalmente proibida, pelo menos 47 líderes religiosos ucranianos foram mortos e outros sujeitos a atos de tortura e bens religiosos foram deliberadamente visados e destruídos pelas forças russas; considerando que, paralelamente, a Rússia utiliza a Igreja ortodoxa do patriarcado de Moscovo como instrumento para tiranizar e controlar as comunidades religiosas e, de um modo mais geral, a população ucraniana;</P></CONS><CONS><P><NO.P>S.</NO.P>Considerando que a tortura e a morte da jornalista ucraniana Viktoriia Roshchyna em cativeiro na Rússia evidenciam os perigos graves e crescentes que ameaçam os jornalistas ucranianos detidos pelas forças russas; considerando que outros, designadamente Iryna Danylovych, Dmytro Khyliuk, e Iryna Levchenko e Heorhiy Levchenko, permanecem detidos em condições potencialmente fatais;</P></CONS><CONS><P><NO.P>T.</NO.P>Considerando que, de acordo com a iniciativa «Bring Kids Back UA» e a iniciativa «Yale Humanitarian Research Lab (HRL)», desde fevereiro de 2022, pelo menos cerca de 20 000 crianças ucranianas, e possivelmente até 35 000, foram deportadas à força para a Rússia e a Bielorrússia ou detidas nos territórios ucranianos temporariamente ocupados, que apenas puderam regressar a casa 1 366 destas crianças e que há confirmações de que 637 não sobreviveram; considerando que os números reais são provavelmente muito mais elevados, uma vez que estas transferências e deportações prosseguem; considerando que o observatório do conflito na Ucrânia do HRL, a partir de 1 de julho de 2025, sofreu um corte de financiamento por parte da Administração Trump, o que comprometeu a continuação dos seus trabalhos;</P></CONS><CONS><P><NO.P>U.</NO.P>Considerando que o TPI está a realizar uma investigação sobre a situação na Ucrânia desde 2 de março de 2022 e, em 17 de março de 2023, emitiu mandados de detenção contra Vladimir Putin, presidente da Federação da Rússia, e Maria Lvova-Belova, a chamada comissária para os Direitos da Criança no Gabinete do presidente da Federação da Rússia, pelo crime de guerra de deportação ilegal de crianças ucranianas, a que se seguiram outros mandados de detenção contra funcionários russos emitidos em 24 de junho de 2024; considerando que a UE apoia o tribunal especial para o crime de agressão, que está a ser criado no âmbito do Conselho da Europa;</P></CONS></GRCONS></PREAMBLE><DISPOSITIF><ACTLST><ACTION><P><NO.P>1.</NO.P>Condena, com a maior veemência possível, a guerra de agressão não provocada, ilegal e injustificada da Rússia contra a Ucrânia; exige que a Rússia cesse de imediato todas as atividades militares na Ucrânia, se retire totalmente do território ucraniano reconhecido a nível internacional, ponha termo às deportações forçadas, liberte todos os ucranianos detidos e deportados e indemnize a Ucrânia e as vítimas de crimes de guerra; reitera a sua condenação da participação direta da Bielorrússia na brutal guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>2.</NO.P>Confirma o seu apego inabalável à independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia, dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas, e reitera a sua política de não reconhecimento dos territórios ucranianos temporariamente ocupados pela Rússia; sublinha com firmeza o direito inerente da Ucrânia à legítima defesa, em conformidade com o artigo 51.º da Carta das Nações Unidas, que implica o direito de atingir alvos militares em solo russo;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>3.</NO.P>Reafirma a sua solidariedade inabalável com o povo da Ucrânia na defesa heroica da sua nação, das suas terras e dos nossos valores europeus comuns; reitera a sua convicção de que uma Ucrânia forte, independente e democrática é vital para a segurança, a estabilidade e a prosperidade da Europa; insta a UE e todos os seus 27 Estados-Membros a reforçarem substancialmente a eficácia e a acelerarem a prestação de apoio militar à Ucrânia, a fim de permitir que esta se defenda legitimamente contra a escalada dos ataques da Rússia a cidades e infraestruturas civis em todo o país e possa adotar a posição mais forte possível para as negociações;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>4.</NO.P>Condena a retórica e a ideologia revisionistas e imperialistas de Vladimir Putin, bem como a sua propaganda pérfida; denuncia as tentativas sistemáticas do Governo russo de eliminar a história, a cultura, a língua e a identidade da Ucrânia; condena veementemente, a esse respeito, a perseguição de artistas ucranianos, como exemplificado pela detenção e tortura de membros da orquestra militar de Mariupol e o seu tratamento desumano, e apela à sua libertação imediata e incondicional;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>5.</NO.P>Salienta que a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia abalou a paz e a estabilidade na Europa e prejudicou gravemente a segurança mundial; sublinha que a Rússia continua a ser a ameaça mais importante e direta para a segurança europeia;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>6.</NO.P>Condena veementemente a execução de prisioneiros de guerra ucranianos pelas forças russas, que constitui um crime de guerra e uma violação grave das Convenções de Genebra; manifesta a sua consternação com o rapto, a detenção em regime de incomunicabilidade, a tortura e o assassinato da jornalista ucraniana Viktoriia Roshchyna pela Federação da Rússia, que ilustra a brutalidade extrema e a crueldade sistemática perpetradas por russos contra civis e prisioneiros de guerra ucranianos; exige que a Federação da Rússia ponha imediatamente termo à mutilação e à remoção de órgãos dos corpos de civis e prisioneiros de guerra mortos;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>7.</NO.P>Reitera que a Rússia é a única responsável pela sua guerra de agressão e que não pode haver impunidade por violações dos direitos humanos, crimes de guerra ou outras violações do direito internacional cometidas pelas forças e por funcionários russos; manifesta profunda indignação face aos ataques brutais perpetrados pela Rússia contra civis e aos ataques indiscriminados contra infraestruturas civis; salienta que a perseguição sistemática e deliberada de civis e, em particular a deportação de crianças, podem constituir uma estratégia de genocídio orquestrada e executada pelo Governo russo;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>8.</NO.P>Apoia plenamente o TPI nas suas investigações em curso sobre os crimes de guerra e os crimes contra a humanidade cometidos pela Rússia; saúda o recente acordo entre o Conselho da Europa e a Ucrânia sobre a criação de um tribunal especial para o crime de agressão contra a Ucrânia; salienta que todos os responsáveis por crimes de guerra perpetrados na Ucrânia devem ser chamados a responder pelos seus atos e que sem justiça não há paz duradoura; manifesta a sua profunda preocupação com as sanções dos Estados Unidos ao TPI e aos seus procuradores, juízes e pessoal, que comprometem todo o seu trabalho de investigação e ação penal em curso e constituem um grave ataque ao sistema de justiça internacional; insta a Comissão a ativar o Estatuto de Bloqueio com a maior brevidade possível e solicita aos Estados-Membros que intensifiquem urgentemente os seus esforços diplomáticos no sentido de proteger e salvaguardar o TPI enquanto pedra angular imprescindível do sistema de justiça internacional;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>9.</NO.P>Reitera a sua condenação da deportação forçada, da detenção ilegal e do tratamento desumano pela Rússia de inúmeros civis ucranianos; exige que a Rússia transmita imediatamente às famílias informações exatas sobre o paradeiro e o estado de saúde dos detidos e apela à libertação imediata de todos os civis ucranianos atualmente detidos pelas autoridades russas; sublinha que a deslocação forçada, a detenção ilegal e os maus-tratos infligidos a civis ucranianos ilustram a brutalidade intrínseca do regime russo e o seu flagrante desrespeito pela vida humana; condena veementemente as táticas cruéis utilizadas pelas autoridades russas contra civis ucranianos e prisioneiros de guerra ucranianos; lamenta o recurso generalizado e sistemático ao terror nos territórios ocupados da Ucrânia, com o objetivo de intimidar a população civil, asfixiar a resistência e a dissidência política, reprimir o ativismo cívico e erradicar a língua e a identidade nacional ucranianas;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>10.</NO.P>Condena a perseguição em curso dos tártaros autóctones na Crimeia ilegalmente ocupada, designadamente as detenções com motivações políticas, a tortura, os desaparecimentos forçados e as restrições à liberdade de religião, de expressão e de associação; reclama a libertação imediata de todos os tártaros da Crimeia detidos por motivos políticos e insta a UE e as organizações internacionais a intensificarem o acompanhamento e a defesa da causa do povo autóctone da Crimeia;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>11.</NO.P>Exorta a Rússia a aceitar e a efetuar imediatamente com a Ucrânia uma troca de prisioneiros de guerra com base no princípio de «todos por todos», em conformidade com as obrigações que lhe incumbem por força do direito internacional humanitário e da Convenção de Genebra relativa ao Tratamento dos Prisioneiros de Guerra;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>12.</NO.P>Condena firmemente os atos de violência da Rússia e a cumplicidade da Bielorrússia nos maus-tratos infligidos às crianças ucranianas, entre os quais assassinatos, tortura e ações penais, transferências e deportações coercivas, abusos e exploração sexual, bem como russificação e militarização forçadas; denuncia a imposição forçada da cidadania russa às crianças deportadas e a sua adoção por famílias russas sob a égide do Estado, no quadro de uma política deliberada de assimilação forçada; lamenta que a UE não tenha conseguido ajudar o HRL de Yale a garantir financiamento suficiente; exorta os seus Estados-Membros a apoiarem e cooperarem estreitamente com as autoridades ucranianas e com as organizações não governamentais locais e internacionais nos seus esforços para documentar todas as crianças ucranianas desaparecidas e deportadas, para determinar o seu paradeiro e para as repatriar, a fim de as reunir rapidamente com os respetivos pais ou tutores legais; reitera que a deportação de crianças ucranianas constitui uma grave violação do direito internacional humanitário — em particular, do artigo 49.º da Quarta Convenção de Genebra — e constitui um crime de guerra; exorta a UE a obrigar os responsáveis a prestarem contas e a sancionar as pessoas e as entidades implicadas nestes crimes;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>13.</NO.P>Exige que, em conformidade com as obrigações que lhe incumbem ao abrigo das Convenções de Genebra, a Rússia conceda ao CICV acesso imediato aos campos de prisioneiros de guerra e a outros locais onde se encontrem em cativeiro soldados ou civis ucranianos; assinala a diferença acentuada na forma como a Ucrânia e a Rússia trataram os respetivos prisioneiros de guerra, tendo os militares ucranianos sido gravemente torturados, maltratados e subnutridos, em violação das leis da guerra e do direito internacional humanitário;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>14.</NO.P>Reitera o seu apelo à União e aos seus Estados-Membros para que reforcem a assistência humanitária e de reabilitação às vítimas do cativeiro russo, nomeadamente o acesso a cuidados médicos e psicológicos, a serviços de reintegração e a assistência jurídica; louva as organizações da sociedade civil ucranianas e internacionais por apoiarem as famílias de crianças ucranianas raptadas, de prisioneiros de guerra e de civis detidos ilegalmente;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>15.</NO.P>Reafirma o empenho inabalável da UE em prol da reconstrução da Ucrânia e reitera a sua disponibilidade para contribuir para a reconstrução da economia e das infraestruturas ucranianas; salienta a importância estratégica do Mecanismo para a Ucrânia para o reforço da capacidade de resistência da Ucrânia, a aceleração da sua recuperação e o apoio à sua trajetória rumo ao desenvolvimento sustentável e à adesão à UE; reitera a sua firme convicção de que a Rússia deve pagar pelos enormes danos causados na Ucrânia, pelo que exige o confisco dos ativos estatais russos imobilizados ao abrigo das sanções impostas pela UE, ou então o seu uso para apoiar a defesa da Ucrânia e a reconstrução do país; sublinha a sua convicção de que existem diferentes vias legais para o fazer e de que a falta de ação é um fracasso indesculpável por parte dos governos europeus;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>16.</NO.P>Condena o protocolo da Duma do Estado russo, adotado em 24 de junho de 2025, que permite aos países membros da Organização do Tratado de Segurança Coletiva destacar as suas tropas para o território de outros membros em caso de conflito armado, ameaças, situações de crise e exercícios militares; condena esta medida, que constitui uma tentativa manifesta da Rússia de intensificar ainda mais os seus ataques incessantes contra a Ucrânia através da mobilização forçada de tropas de Estados vizinhos e aliados;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>17.</NO.P>Condena veementemente o recrutamento e o destacamento de soldados cubanos, além do envolvimento de tropas norte-coreanas;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>18.</NO.P>Insta todos os Estados-Membros a prestarem de imediato mais assistência militar e a participarem em procedimentos de contratação conjunta para a aquisição de capacidades suplementares, sobretudo para defesa aérea, sistemas de ataque a longa distância e sistemas e munições de artilharia; exorta, a este respeito, todos os Estados-Membros a dedicarem uma parte significativa dos seus planos de investimento em defesa no âmbito do Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE) à assistência à Ucrânia; insta os Estados-Membros e as respetivas indústrias de defesa a investirem e criarem parcerias com a indústria de defesa ucraniana, nomeadamente através de investimentos adicionais e da criação de empresas comuns, a fim de maximizar todo o potencial das suas capacidades de produção de equipamentos críticos da forma mais eficiente;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>19.</NO.P>Recorda as declarações audaciosas de vários chefes de Estado ou de Governo da UE, segundo as quais a não aprovação pela Rússia do cessar-fogo de 30 dias proposto pelos Estados Unidos seria objeto de sanções acentuadamente reforçadas, pelo que insta o Conselho, a Comissão e os Estados-Membros a darem seguimento às suas declarações e a aumentarem substancialmente a eficácia e o impacto das sanções à Rússia; acolhe favoravelmente o 17.º pacote de sanções, de 20 de maio de 2025, mas insta os Estados‑Membros a adotarem o próximo pacote de sanções sem mais demora; salienta que há atualmente um imperativo estratégico de agir com firmeza; sublinha que as consequências globais negativas na segurança e na economia de uma agressão da Rússia no futuro superam largamente o esforço militar e financeiro que é necessário fazer hoje para acabar definitivamente com a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, dissuadir novas agressões pela Rússia e alcançar uma paz justa, equitativa e duradoura; insta com determinação os Estados-Membros da UE a porem termo à sua abordagem vergonhosa de aceitar um <STRING ITALIC="on">statu quo</STRING> e, em vez disso, a agirem com um novo sentido de urgência e de finalidade;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>20.</NO.P>Recorda aos Governos húngaro e eslovaco o princípio da cooperação leal, que exige que os Estados-Membros se abstenham de todas as medidas suscetíveis de comprometer a realização dos objetivos da UE; insta, por isso, os Governos húngaro e eslovaco a realinharem a sua política externa com as posições e os princípios da UE e a cessarem a sua oposição reiterada aos esforços da UE para reforçar as sanções contra a Rússia;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>21.</NO.P>Considera que, para exercer pressão sobre a Rússia para que esta ponha termo à sua guerra de agressão, começando por um cessar-fogo duradouro, a UE e os parceiros que partilham as mesmas ideias devem envidar esforços e adotar medidas substancialmente mais eficazes a nível militar, económico, político e diplomático; solicita que sejam tomadas todas as medidas necessárias para evitar que as sanções sejam contornadas, nomeadamente visando os navios da «frota-fantasma» da Rússia; preconiza uma proibição total do gás natural liquefeito (GNL), do petróleo e das matérias-primas provenientes da Rússia, bem como a adoção de medidas provisórias para minimizar a capacidade da Rússia para pagar pela sua guerra de agressão através das exportações de energia, incluindo uma redução do limite máximo do preço do petróleo e a introdução de um limite máximo para o preço do GNL; sublinha a importância de adotar sem demora o 18.º pacote de sanções; insta os Estados-Membros que estão a bloquear a adoção do último pacote de sanções a seguirem o exemplo de outros Estados-Membros que conseguiram encontrar fontes alternativas de abastecimento de petróleo e de gás; sublinha que é inaceitável que, no quarto ano da guerra em grande escala da Rússia contra a Ucrânia, os mísseis e os veículos aéreos não tripulados russos utilizados em ataques continuem a depender fortemente de componentes fabricados no Ocidente;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>22.</NO.P>Recorda que o apoio global à Ucrânia deve ser suficiente para pôr termo à guerra de agressão da Rússia e permitir à Ucrânia devolver a liberdade a todo o seu povo, restabelecer o pleno controlo sobre o seu território dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas e dissuadir toda e qualquer nova agressão por parte da Rússia; recorda que a Europa já apoiou a Ucrânia com 50 mil milhões de euros em ajuda militar, mas salienta que é necessário proporcionar mais assistência e que esse apoio depende agora, em larga medida, da própria Europa; exorta os Estados-Membros a fornecerem mais armas e munições à Ucrânia antes da conclusão das negociações; denuncia todas as tentativas no sentido de pressionar a Ucrânia para que esta ceda território ocupado, cuja população está exposta a atos contínuos de repressão e de violência, a desaparecimentos forçados, a detenções ilegais, a deportações e a outras formas de terror sistemático;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>23.</NO.P>Insta a UE a impor sanções pessoais aos funcionários russos responsáveis pela violência e tortura contra os ucranianos presos e detidos;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>24.</NO.P>Manifesta o seu total apoio a uma paz justa e duradoura na Ucrânia, baseada em termos determinados pela Ucrânia e aceitáveis para o seu povo; salienta que qualquer acordo deve defender a soberania e a integridade territorial da Ucrânia, impedir a Rússia de se rearmar e garantir a segurança a longo prazo da Ucrânia; insiste na responsabilização pelos crimes de guerra e na reparação; salienta que as negociações de paz devem ser precedidas de um cessar-fogo incondicional;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>25.</NO.P>Salienta que, à luz da mudança de posição dos Estados Unidos em relação à guerra de agressão da Rússia, a UE e os seus Estados-Membros devem continuar a ser os principais aliados estratégicos da Ucrânia e reforçar o seu papel de liderança no apoio à Ucrânia na sua luta pela soberania, paz e justiça; exorta a União Europeia e os seus Estados-Membros a trabalharem no sentido de manter um apoio internacional o mais amplo possível à Ucrânia, nomeadamente através da criação de coligações com parceiros de países terceiros que partilham as mesmas ideias; reitera os seus apelos para a entrega imediata, em quantidades significativas, dos sistemas de armas há muito aguardados, previamente anunciados e extremamente necessários, como os mísseis Taurus, tal como prometidos pelos novos dirigentes alemães;</P></ACTION><ACTION><P><NO.P>26.</NO.P>Encarrega a sua Presidente de transmitir a presente resolução à Vice-Presidente da Comissão/Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, ao Conselho, à Comissão, aos governos e parlamentos dos Estados‑Membros, ao Conselho da Europa, à Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa, ao Presidente, ao Governo e ao Parlamento da Ucrânia, bem como às autoridades da Rússia e da Bielorrússia.</P></ACTION></ACTLST></DISPOSITIF></TEXT></RESOL></TXTLST></SDOCTA>